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Dólar fecha a R$ 4,97 e acumula queda de 9,35% no ano
Mercado monitorou dados comerciais do Brasil e dos Estados Unidos nesta terça-feira (6)
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O dólar comercial caiu 0,51% nesta terça-feira (6) e fechou cotado a R$ 4,9757. Os investidores acompanharam os ajustes no mercado brasileiro depois do primeiro turno das eleições, além dos dados das balanças comerciais do Brasil e dos Estados Unidos e das expectativas para os juros norte-americanos.
No câmbio turismo, a moeda recuou 0,48% e terminou a R$ 5,168. O dólar comercial acumula queda de 4,60% na semana, de 3,84% em outubro e de 9,35% desde o início do ano.
O Ibovespa caiu 0,52% e encerrou o dia aos 205.835 pontos, depois de superar os 200 mil pontos pela primeira vez na segunda (5). Mesmo com o recuo desta terça, o principal índice da B3 acumula alta de 7,13% na semana, de 10,45% no mês e de 27,73% no ano.
No Brasil, o mercado continuou a ajustar as posições depois do resultado do primeiro turno e acompanhou as articulações para a votação de 25 de outubro. A agenda econômica também teve a balança comercial e a discussão da proposta que reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal de trabalho e prevê dois dias de descanso remunerado.
Em resumo, o país registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, com alta de 146,4% em relação ao mesmo mês de 2025. As exportações cresceram 12,9% e somaram US$ 34,42 bilhões, enquanto as importações recuaram 2,4%, para US$ 26,68 bilhões.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a balança comercial, novos dados de emprego e declarações de integrantes do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano). Os indicadores são usados pelo mercado para calcular os próximos passos dos juros no país, que influenciam o fluxo de recursos para economias como a brasileira.
No petróleo, o Brent avançou 0,3% e fechou a US$ 100,58 por barril, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) terminou praticamente estável, a US$ 89,44. O aumento das exportações do Oriente Médio e a previsão de liberação de estoques de emergência pelo G7 foram contrapostos aos riscos de novas interrupções na oferta.